Em 2017 alguns vídeos secretos dos arautos do evangelho vieram a público, mas o que eles mostram?

Além de menias chorando e gritando, mostram irmãs de vocação segurando a jovem supostamente possessa. Reparem que há no mínimo duas segurando os braços delas enquanto João Clá bate na cabeça ou no rosto da suposta possessa.

São vários vídeos com pessoas diferentes, em um deles a menina pede para oscular (BEIJAR) o pé de João Clá, no outro a menina é obrigada a fazer votos, mas o que impressiona é que ela diz que não quer e ao manifestar sua vontade notem que todos ao redor a repreendem. Imaginem a dificuldade de qualquer pessoa expressar sua própria vontade sendo segurada e aos gritos obrigada a repetir votos.

A cena é tão chocante que quase passam desapercebidos outros fatos tão absurdos quanto os que acabamos de descrever. A histeria coletiva nos incomoda que muitos vídeos não conseguem ser reproduzidos até o final, sem que nos transmita um enorme desespero. As jovens após os gritos abraçam João Clá e dizem que o “Papito é lindo”, as pessoas ao redor gritam e COMEÇAM A DISPUTAR O PAPEL QUE FOI SEGURADO POR JOÃO CLÁ.

Nos vídeos podemos observar que algumas das meninas não conseguem desviar o olhar que está fixado em João Clá, algumas chegam a sorrir (o que é no mínimo estranho diante de um “exorcismo”). Há meninas fotografando toda a situação, cada pessoa que está no local tem uma reação diferente, mas nenhuma delas está em oração, nenhuma delas está perplexa com o que está acontecendo.

Nos atuais vídeos produzidos pelos Arautos do Evangelho, que inclusive contrataram empresas não só para tentar amenizar a situação como também para produzir “memes” com as vítimas ou suas histórias, podemos ver uma das meninas que aparece nos tais vídeos defendendo a instituição e dizendo que passou por uma “cura” pois estava em uma guerra espiritual e que João Clá havia lhe auxiliado.

Quando uma menina, menor de idade, entra em uma guerra espiritual não seria o correto ter avisado a FAMÍLIA?

“Antes de o exorcista atender o paciente, o religioso explica que há uma análise do caso, por parte de membros da igreja e de uma equipe formada por psiquiatras, psicólogos e neurocirurgiões. Após a comprovação da possessão do demônio, o padre está autorizado a fazer o ritual….” explica padre Geovane Ferreira, 35, o único religioso do Estado do Rio de Janeiro autorizado pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta a praticar o exorcismo

Isso nunca houve! Não há aconselhamento espiritual algum por parte dessa instituição. Nenhuma Família foi chamada para participar da vida de seus filhos, em momentos decisivos na vida dessas crianças, se quer um telefonema é dado.

Nos atuais vídeos vemos um descontrole e uma histeria coletiva similar à que ocorreu nos videos dos supostos “exorcismos”.

Vítimas sendo expostas, pessoas sendo coagidas, ameaças e descontrole, não há superiores que tentam conduzir a situação de maneira coerente. Além da ausência de pessoas mais velhas no local, que poderiam devido a experiência de vida conduzir a situação da melhor maneira, as famílias não foram procuradas para esclarecer nada.

Quando os JORNALISTAS começaram a procurar as vítimas para que suas histórias fossem divulgadas havia grande preocupação e medo, mas logo na primeira matéria do METRÓPOLES vimos nosso sofrimento ser respeitado. E depois disso o número de denúncias não pararam de aumentar, o Vaticano então mandou um comissariado que não foi aceito pelos Arautos, mostrando que não estão de acordo com o Papa Francisco. Aliás há um vídeo que diz claramente o que os Arautos pensam e desejam ao Papa.

As revistas ISTOÉ, VEJA E CARTA CAPITAL também denunciaram os abusos, reportagens no Fantástico e no Jornal do SBT além de vários jornais locais continuam mostrando a verdade. Ainda há muito para ser exposto e contato e será! Todas as equipes jornalisticas que chegaram até as vítimas choram e se emocionam com toda essa trama, o único lugar que vítima não é respeitada é dentro dos muros dos castelos.

“Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz.”