Além dessa Súmula, Sabe-se que a vítima de abuso físico e psicológico não tem consciência instantânea do mal que o opressor está lhe causando, e permanece aprisionada, sem se manifestar, seja por medo ou porque foi doutrinada a achar que tudo o que está acontecendo é normal.

De acordo com a lei nº 12.650/2012 do Código Penal a contagem do prazo de prescrição contra a dignidade sexual praticados contra a criança e adolescente, só começa a contar da data em que a vítima fizer 18 anos, caso o Ministério Público não tenha antes aberto a ação penal contra o agressor. Assim, as vítimas possuem até 20 anos após a prática dos crimes para denunciarem o agressor.

No caso dos ARAUTOS DO EVANGELHO as orientações para as crianças que voltam para casa, seja por serem “proibidos” ou “devolvidos” é para que mantenham contato com a instituição SEM O CONHECIMENTO DOS PAIS.

Qual a justificativa de guardarem e-mails e bilhetinhos de uma das ex internas e não avisarem aos seus responsáveis? Qual a justificativa de entrarem em contato as escondidas com essas meninas e meninos? Pedindo para que perseverem e incentivando que ao completarem 18 anos voltem para a instituição fugindo de casa?

O abuso psicológico já foi exposto outras vezes nos artigos INTENÇÕES DE UMA EX INTEGRANTE DA ORDEM II AOS 15 ANOS e na PROMESSA DE CASTIDADE

Todos esses absurdos eram supervisionados e achados normais pelas superioras que deveriam orientar e preservar as meninas, inclusive João Clá é tido como o modelo de santidade pra todas. É o modelo de vida, modelo de opinião, de crítica, ou seja, tudo é baseado nele, nas opiniões dele, nos pensamentos dele.

A água que lava a mão de João Clá é tida como água benta, tudo que ele toca é uma relíquia, seja até ossos de frango que ele tenha comido. João Clá sempre permitiu esse comportamento, no mínimo estranho. Inclusive incentivava! OUÇA O ÁUDIO:

O PAPITO (como é chamado internamente pelas meninas da ordem segunda) dizia ter uma graça especial dada por Nossa Senhora, onde apenas ele poderia olhar e tocar as meninas.

“96. É verdade que o «flagelo dos abusos sexuais contra menores é um fenómeno historicamente difuso, infelizmente, em todas as culturas e sociedades», especialmente dentro das próprias famílias e em várias instituições, cuja extensão foi ressaltada sobretudo «graças à mudança de sensibilidade da opinião pública». Mas, «a universalidade de tal flagelo, ao mesmo tempo que confirma a sua gravidade nas nossas sociedades, não diminui a sua monstruosidade dentro da Igreja» e, «na ira justificada das pessoas, a Igreja vê o reflexo da ira de Deus, traído e esbofeteado».[50] “

CHRISTUS VIVIT – DO SANTO PADRE PAPA FRANCISCO