Os Arautos do Evangelho fazem o marketing deles tão bem feito que seus ex membros, ainda influenciados pelo culto, conseguem se considerar EX ARAUTOS.
Eles estão tão confusos que não sabem a diferença entre ser ex membro, que continuam sendo usados pela instituição e ser EX ARAUTO. Querem usar o nosso nome para se aproveitar da nossa força!
Esse foi o truque de João Clá e seus comparsas: usam o nome da Igreja para cultuar falsos deuses e tirar proveito dos cristãos Vamos esclarecer de uma vez por todas o que é ser EX ARAUTO:

  • É ter frequentado os Arautos pensando que eram da Igreja católica e descobrir que foi enganado;
  • É ter confiado seu filho aos Arautos, até descobrir que internamente, você é considerado “revolucionário”, portanto uma má influência para ele. E que o Colégio Internacional é uma mentira para te atrair;
  • É ser um sobrevivente;
  • É alguém que sofreu e não querer que isso aconteça com mais ninguém;
  • É querer contar o que viveu, quer falar para que isso chegue ao fim!
  • É alguém mesmo depois de tanto abuso espiritual e mental RETOMOU SUA CONSCIÊNCIA;
  • É querer rezar para a conversão de todos e não só os dos seguidores de João Clá;
  • É Alguém que renúncia as práticas enganosas e revela as verdades internas dessa associação corrupta;
  • É  ser  livre para falar a verdade, não ser um robô programado até pelo tom de voz;
  • É ALGUÉM QUE RESOLVEU GRITAR CHEGA DE ABUSO!

NA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
O PAPA FRANCISCO É BEM CLARO:

95. Nos últimos tempos, temos sido fortemente instados a escutar o grito das vítimas dos vários tipos de abuso cometidos por alguns bispos, sacerdotes, religiosos e leigos. Estes pecados provocam nas suas vítimas «sofrimentos que podem durar a vida inteira e aos quais nenhum arrependimento é capaz de pôr remédio. Este fenômeno, muito difuso na sociedade, toca também a Igreja e representa um sério obstáculo à sua missão».[49]

Nos últimos dias nos deparamos com uma verdadeira enxurrada de vídeos e blogs organizados e ligados aos Arautos do Evangelho, que surgiram com o intuito de blindar a tal associação das graves acusações veiculadas não só no Jornal Metrópoles, no último dia 23 de agosto, como desde 2017 no Ministério Público e órgãos de ensino e por fim na REVISTA ISTOÉ, fundada em 1976, que traz a denúncia em destaque na CAPA.

Um grupo, que fez surgir uma profusão de blogs e contas de Youtube onde veiculam não só vídeos comportados e urbanizados (alguns até reestilizados) mas também grotescas montagens, tentando ridicularizar e expor pessoas (como se tivessem violações de nossas conversas), acusam os denunciantes dos Arautos do Evangelho de serem uma quadrilha, usam palavras que incitam o ódio e a violência, ameaçam, zombam, tratam com escárnio e deboche as VÍTIMAS.

Estamos denunciando a instituição, na tentativa de socorrer as crianças que vivem em isolamento do mundo e afastadas de sua família e não temos como objetivo mudar opiniões, queremos chegar as autoridades responsáveis para que investiguem o caso. Também estamos tentando salvar essas pessoas que cegas não percebem o mal que fazem não só a si mas ao próximo. E olha que não estamos mostrando nem 1/10 do problema.

Já sabemos que uma das maneiras de manter as crianças dentro da instituição é chamar aqueles que saem de “traidores” e “apostatas”, ridicularizando a decisão de uma pessoa. Mas com o surgimento desse blog os ataques pioraram, insultos como: “babaca”, quadrilha, máfia, ameaças de processos, ameaças de exposições da vida de quem denuncia a instituição cresceram assustadoramente. Nomes completos de vítimas são expostos nos comentários, ou até mesmo pessoas que se julgam AUTORIDADES dando parecer e justificando até mesmo abusos sexuais. Como se houvesse justificativa. De longe uma atitude humana, que dirá CRISTÃ.

O intuito desses blogs e contas do Youtube é apenas um: a intimidação. Com isso buscam impressionar os denunciantes, buscando inibir outras vítimas a que façam o mesmo, com o medo da exposição. Caso os ARAUTOS DO EVANGELHO não sejam coniventes com tais publicações que são enviadas por seus membros da ordem I e II constantemente para as vítimas e como forma de justificar ou se explicar as acusações, sugerimos se pronunciarem. Baseados na orientação do Papa Francisco e não baseados nas orientações de João Clá e suas reuniões que ensinam o ódio e a vingança.

99. Quero, juntamente com os Padres Sinodais, expressar com afeto a minha «gratidão a quantos têm a coragem de denunciar o mal sofrido: ajudam a Igreja a tomar consciência do que aconteceu e da necessidade de reagir com decisão». (EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT )

Neste contexto surgiu uma suposta refutação oficial dos Arautos à matéria veiculada no Metrópoles, que de refutação só tem o nome. No máximo se pode chamar aquele narcísico texto de autoelogio de UMA RESPOSTA QUE NÃO RESPONDE.
Nele, tentam inverter a ordem de importância, saindo da condição de enunciados para a de vítimas de uma ação organizada contra os ínclitos e piedosos arautos, pobrezinhos que só sabem fazer o bem.

Acusam de perseguição religiosa. Desculpa mais que requentada pelos Arautos, que sempre que são denunciados, apelam a um discurso de “estamos sendo perseguidos por sermos católicos”. Vale a pena resgatar alguns exemplos:
– Em 1995, na Espanha, quando um atual padre arauto ainda era membro da TFP, aquela velha organização de extrema-direita, sua família tentou praticar com ele uma desprogramação da seita. Após uma internação forçada numa clínica psiquiátrica foi chamada pelo então jovem rapaz de sequestro e mais tarde virou tema de um livro sensacionalista chamado “Renasce la persecución religiosa em España?”
– E no mesmo ano, quando a TFP foi colocada (e com razão) no rol das seitas perigosas na França, adivinhem só qual foi o argumento-blindagem da organização? Sim, bradavam – não com megafones e capas –, mas em alto e bom som: perseguiçãooo”!
-Desgastaram essa palavra ao ponto de não significar nada, ou mesmo significar tudo: qualquer crítica, denuncia de irregularidades ou recusa de um copo d’água já é tipificado pelos alarmistas arautos como perseguição religiosa. Virou uma tradição, UM FATINHO como eles dizem.

A religião que vocês seguem é bem diferente do catolicismo, em nome de uma religião justifica-se:

  • Isolar a criança dos pais?
  • Praticar alienação, fazendo com que a criança tenha ódio dos pais, passe a considerá-los como algo ruim, chamando-os de demônios e querendo até a sua morte?
  • Amarrar o ombro da criança na cadeira para que ela tenha postura?
  • O fundador dar beijos nas crianças?
  • O fundador praticar abusos físicos e psicológicos em menores de idade?
  • Alimentar a idolatria ao fundador na cabeça da criança, incutindo princípios doutrinários (culto a Plínio, Lucília e João Clá, bagarre, crença em chás de pétalas de túmulo, “exorcismos”, possessões etc) desconhecidos pelos pais, sem que os pais tenham conhecimento?
  • Oferecer um ensino restritivo, direcionado à doutrina interna dos Arautos, descumprindo a grade curricular estabelecida pelos órgãos de Educação?
  • Ignorar as determinações dos órgãos de saúde (vacinações)?
  • Ensinar às crianças que haverá a bagarre, incutindo o medo, fazendo com que se preparem acondicionando alimentos, dormindo vestidas?
  • Ensinar às crianças que se foram para a casa dos pais, irão para o inferno?

Privilegiados por sua condição religiosa os Arautos gostam de ser, mas prejudicados nas suas práticas devocionais, foram? Por acaso a vida religiosa da instituição não continua da mesma forma como antes?
Mas e sobre ser isento de deveres… os Arautos não devem responder as denúncias diante da lei como qualquer outra organização religiosa ou não?

E o que diz a própria Igreja Católica acerca da liberdade religiosa? Na Dignititatis Humanae, documento do Concílio Vaticano II (recusado pelos Arautos quando ainda eram TFP), diz-se claramente que as comunidades religiosas devem ser livres para professarem seus credos, expressar sua liturgia e ter seus direitos garantidos. Ninguém nega aos Arautos estes seus direitos.

“Por conseguinte, desde que não violem as justas exigências da ordem pública, deve-se em justiça a tais comunidades a imunidade que lhes permita regerem-se por suas próprias normas, prestarem culto público ao Ser Supremo, ajudarem seus membros no exercício da vida religiosa e sustentarem-nos com ensino e promoverem, enfim, instituições em que os membros cooperem na orientação da própria vida segundo seus princípios religiosos”.

Esta liberdade os Arautos as têm garantidas. Ninguém quer lhes tolher essa possibilidade! O direito a testemunharem sua fé, como diz no mesmo texto, está assegurado e ninguém quer lhe tirar. Este mesmo documento adverte que “na difusão da fé religiosa e na introdução de novas práticas, deve sempre evitar os modos de agir que tenham visos de coação, persuasão desonesta ou simplesmente menos leal, sobretudo quando se trata de gente rude ou sem recursos”. Chegamos enfim onde queríamos chegar!

Ao se recrutarem CRIANÇAS, ingênuas e despreparadas, seus pais são notificados das práticas ascéticas e rigoristas da organização?
Os pais estão cientes do culto à personalidade que se pratica ali dentro?
São cientes da apreciação negativa que se tem ao papa, chefe da Igreja, como demonstrado nos vídeos tornados públicos em 2017 onde se regozijam pela morte do papa?

Esses pais sabem que o Colégio Internacional tem este nome não pelo fato de ser internacional, mas por terem alunos de outras nacionalidades?
Se não sabem, vocês não estão sendo claros o suficiente no recrutamento destes e não são jovens como vocês alardeiam, mas crianças. Crianças a partir dos oito anos de idade!!!

O mesmo documento do Vaticano também delimita a liberdade religiosa:
“no uso de qualquer liberdade, deve-se respeitar o princípio moral da responsabilidade pessoal e social […]”
“Além disso, uma vez que a sociedade civil tem o direito de proteger contra os abusos que, sob pretexto de liberdade religiosa, se poderiam verificar, é sobretudo ao poder civil que pertence assegurar essa proteção. Isso porém não deve fazer-se de moo arbitrário, ou favorecendo injustamente uma parte, mas segundo as normas jurídicas, conforme à ordem objetiva, postulada pela tutela eficaz dos direitos de todos os cidadãos e sua pacifica harmonia, pelo suficiente cuidado da paz pública, que está na ordenada convivência sob as bases de uma verdadeira justiça e ainda pela guarda que se deve ter pela moralidade pública”.

É por isso, senhores Arautos do Evangelho, que nós recorremos aos legítimos poderes para avaliarem as graves denúncias contra esta organização. Ali vocês terão a oportunidade de se defenderem e de argumentarem. Buscamos unicamente resgatar as crianças do ambiente de doutrinação a que foram submetidas sem o pleno conhecimento seu e dos pais. Os maiores de idade que permaneçam se assim quiserem e vivam suas práticas religiosas conscientes e de pleno acordo.

O objetivo dessas denúncias é apenas garantir que o código de direito canônico seja respeitado, quando diz que não se deve admitir ao noviciado religioso menores de dezessete anos (cânon 643).

Como igreja militante, fizemos tudo que  nos coube para levar a verdade sobre os Arautos do Evangelho através de nossas denúncias enviadas para Roma. Não tivemos sequer um sinal até agora de que a Santa Sé está agindo a favor das vítimas .  Não temos medo de ser alvo de ridicularização porque temos a certeza da nossa missão de verdadeiros cristãos,que é a urgência de reparar esse engano, já que se trata da vida de tantas crianças induzidas à uma falsa doutrina de salvação.

Contamos com providências jurídicas e dos órgãos de ensino no Brasil. Entretanto, o que desejamos acima de tudo é que essa traição à Santa Madre Igreja seja reparada o quanto antes possível.

Que São João Paulo II interceda por todos nós para que saibamos suportar essa longa espera e não permita que esse engano continue a nos prejudicar.

SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DOS ARAUTOS DO EVANGELHO