O autor destas perguntas foi “membro do Grupo” desde a época da TFP Passando pela divisão interna da qual surgiram os Arautos do Evangelho.

“Não revelo minha identidade pois temo represálias da parte dos ARAUTOS DO EVANGELHO.
O que aqui narro é tudo com conhecimento direto de causa, por ter vivido e convivido muito tempo dentro deste movimento.
Aclaro também que não é ressentimento, inveja ou maledicência, menos ainda calúnia ou difamação, o que me leva a descobrir o que são os Arautos realmente. É o desapontamento com o duplo discurso e a dupla conduta que se vive dentro dos Arautos, sobre tudo nos seus dirigentes, por isso também abandonei o “Grupo”.

Neste movimento TFP/ARAUTOS tenho conhecido pessoas excelentes que agem de boa fé mas enganadas e iludidas, também é justo reconhecer que bastantes de suas atividades externas são muito boas. Friso o adjetivo “externas” porque é isto o que aparece para o comum das pessoas e por isso é que ficam tão impressionadas que não conseguem entender nem aceitar que seus caros Arautos sejam atacados, e rejeitam e condenam a priori toda e qualquer crítica ou suspeita contra este movimento que tanto admiram ou ao qual estão vinculados de algum modo. Porém nem sempre a bela fachada de um magnífico prédio coincide com o seu interior, com os ARAUTOS acontece algo semelhante.

Poderíamos falar, por meio de outra comparação, que os ARAUTOS são como a lua, uma face dela é linda e brilhante e todos podem vê-la. Porém, a outra face fica escondida, esta é a que a maioria das pessoas não conhecem. A fachada ou a “face visível” dos ARAUTOS é muito atrativa e cheia de aspectos admiráveis, mas a realidade interior fica bem escondidinha debaixo de várias camadas feitas de sacralidade, belas cerimônias, muitas devoções e piedosas práticas religiosas, como já dissemos, todas estas dignas de respeito e admiração.

Quais são essas realidades internas que se escondem detrás destas belas aparências.

Uma delas é o culto quase idolátrico que se tributa às pessoas dos “santos fundadores”: o Monsenhor João Clá, o Dr. Plínio e a Da. Lucília sua mãe, levado a extremos difíceis de acreditar para as pessoas “de fora”.

Então ficamos com dúvidas:

1- Por que os ARAUTOS não podem tolerar nem a menor crítica a eles ou alguma discrepância? Acaso acham que eles são “a Igreja” e que por isso estar contra eles equivale a provocar um cisma na Igreja, como afirmaram ousadamente?

2 – Eles muito astutamente lançam sobre quem se atrever a criticá-los a pecha de agir contra a Igreja Católica. Tais ataques deles a quem os criticar não parecem senão insinuar que de fato escondem algo que a tudo custo não querem que seja conhecido?
Se a verdade e o bem estão com eles porque agem com tanta agitação e premura para silenciar os que os acusam???

3 – É de se perguntar se é muita loucura ou muita soberba da parte dos bons e inocentes Arautos pensar que se eles são criticados é o mesmo que causar um cisma na Igreja.
São eles mais importantes que o Papa ou que a mesma Igreja?

4 – Aliás, outro ponto, por que não aclaram a relação deles com Papa Francisco, ou melhor, a posição deles contra Francisco, o Papa???!!! Não sei se quereriam os AE aclarar esta e outras interrogantes pois se o fizerem eles é que estariam se colocando em perigo de cisma pois eles atualmente são sedevacantistas intra-muros.

5 – E não só isso, eles acreditam piamente que o Mons. João Clá é o Pontífice eterno eleito para governar por sempre a Igreja quando o “papa” Francisco morrer, pelo qual rezam com fervor. Por que eles não aclaram isto publicamente?

6 – Por que escondem as revelações e mensagens celestiais que supostamente estão recebendo?

7 – Por que não dizem os ARAUTOS que não somente desejam e rezam pela morte de Papa Francisco, mas que também que o Mons. João junto com muitos Padres Arautos fizeram pelo menos um “exorcismo” na sua Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima em Caieiras, São Paulo, dirigido contra “o Bergoglio” como gosta o Mons. João de se referir ao atual Pontífice.
Sem mencionar que João Clá já tem lançado várias maldições contra o Papa Francisco.

CONTINUA…