“Por experiência própria como mãe de ex membro, tenho minha opinião formada sobre os Arautos do Evangelho. Eu vivi essa experiência de ver seu filho mudando de comportamento, se transformando em alguém irreconhecível e não entender o que estava acontecendo. E esse foi o principal motivo de ter retirado meu filho da instituição.
Não foi e nem é fácil aceitar tudo que aconteceu e mais difícil ainda entender do que somos vítimas. É preciso buscar informações sobre o assunto e se preparar para um longo processo de readaptação. E só depois de aproximados 30 dias que conheci um grupo de MÃES.
Uma rede de solidariedade que ajuda às famílias vítimas dos Arautos do Evangelho, as histórias de dor e sofrimento dessas pessoas são compartilhadas na tentativa de entender o que viveram.

Na tentativa de voltar a viver normalmente e amenizar o trauma que minha família e eu  passamos, me desliguei das redes sociais, não participo de grupos de whatsApp, comecei acompanhamento psicológico e me ocupei com os cuidados à minha família.
Logo veio a primeira surpresa, recebi um e-mail divulgando o link de um blog com uma mensagem dizendo para eu não entrar mais em contato.
NUNCA ENTREI EM CONTATO COM ESSA PESSOA, NÃO CONHEÇO O REMETENTE.

E-MAIL RECEBIDO EM JULHO DE 2019

Não respondi e resolvi ignorar.

O Segundo contato, também via e – mail, com um anexo onde contia a falsificação de um documento público me informando que eu estava sendo processada.

DOCUMENTO FALSO

O terceiro e-mail havia em anexo um vídeo montagem com conversas sobre um processo e um texto sem sentido

Nos últimos dias, amigos próximos que sabiam do meu desligamento das redes sociais, me avisaram sobre um PERFIL FAKE no FACEBOOK. Entraram na rede social de um familiar, pegaram fotos minhas e de MEU FILHO e criaram um perfil falso. Adicionaram pessoas de um grupo de EX INTEGRANTES DOS ARAUTOS DO EVANGELHO no facebook, conversou com amigos se passando por mim.

Meu filho recebeu alguns vídeos em sua caixa de mensagem com perfis que não conhece.

Os emails são sempre em tons de ameaça “não entre mais em contato” “veja o outro lado da história” “me tira dessa parada” “não faça isso” “quem é a próxima vítima”
Respondi a pessoa e pedi para não entrar mais em contato comigo.
Não sei onde conseguiram meu endereço de e-mail.

A minha dúvida é quem está promovendo isso… Quem são as pessoas ou o grupo de pessoas responsáveis por isso. Qual objetivo?
Hoje, após um cruto prazo longe dos Arautos do Evangelho, meu filho já voltou a sorrir, me abraça, me conta os momentos vividos e omitidos dentro da instituição.
Não tenho a menor dúvida que trazê-lo de volta para o LAR foi a melhor decisão.”