“Jesus veio ao mundo pobre, viveu pobre e morreu pobre e injustiçado. Três dias depois da sua morte demonstrou o seu poder ressuscitando dos mortos.

Mas, note uma coisa: depois da ressurreição ele não apareceu ao imperador e nem ao governador da Judeia para exigir justiça e mata-los. Não. Apareceu só aos seus e depois subiu aos céus. É verdade: prometeu que virá ao final dos tempos para julgar vivos e mortos. E aí sim, todo o seu poder será mostrado.

Aos seus seguidores Jesus disse o seguinte: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir.” Em momento algum Jesus disse: “Meus filhinhos, procurem justiça, não deixem que vos persigam, processai, entrai na justiça, esmagai com força os seus inimigos”. Não. Não são as palavras de Jesus.

Mas, certo grupo com autorização da Santa Sé, envolvido em diversas polêmicas, e fundado no Brasil, e que, aliás, se considera portador do Evangelho, interpreta o evangelho de cabeça para baixo: utiliza todo o seu poder econômico (que não é pouco) para esmagar juridicamente qualquer pessoa, jornal, e, principalmente familiares das suas vítimas. Jesus está longe dos seus corações. Qualquer um que ouse criticá-los publicamente é imediatamente colocado na mira do seu exército de advogados.

Vamos chamar esse grupo católico de Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Lutar contra eles é como lutar contra Voldermort, ou contra os Nazistas, Comunistas, ou contra qualquer ideologia maligna… É uma luta cruel porque não é possível dialogar, apenas defender-se deles.

A maior demonstração da total ausência de cristianismo é a demonstração constante de força jurídica diante das mais simples críticas. Até empresas leigas, cujo único interesse é vender e lucrar, sabem responder críticas com elegância. Esse grupo não. Qualquer crítica é respondida na justiça. Seus cães justiceiros estão sempre prontos para processar, processar e processar. Sangue nos olhos.

O grupo Que-Não-Deve-Ser-Nomeado não é o único grupo manipulador do mundo. Há, de fato, extensa literatura a respeito de tais grupos. O Brasil conta com milhares de grupos assim. O que nos impressiona é encontrar um grupo assim com o selo pontifício. Esperávamos um crivo maior da Administração da Igreja Católica.

Infelizmente, dentro da mais antiga instituição cristã do mundo, o grupo Que-Não-Deve-Ser-Nomeado não é o único a utilizar técnicas de controle mental. Trata-se de uma realidade corriqueira. Por isso, a atenção de todos os cristãos!

Ninguém quer ser manipulado. Todas as vítimas de manipulação são unânimes: caíram no esquema sem se dar conta. De fato, se as pessoas entrassem livremente em tais grupos, não teriam as características de manipulação. Manipulação é exatamente isso: tirar a liberdade de uma pessoa de forma que ela não se dê conta.

Conselho para a sociedade no geral: ignore os membros desses grupos; defenda-se deles; dialogar com eles é inútil; tentar convencê-los é como dar murro em ponta de faca porque são pessoas vítimas também da manipulação. A manipulação já alcançou graus altíssimos de profissionalização, e sua origem moderna vem de grandes estudos e práticas resultantes dos países totalitários do século passado unidos ao surgimento dos estudos psicológicos no mundo.

O grupo Que-Não-Deve-Ser-Nomeado passou a se defender publicamente de uma publicação recente

https://www.metropoles.com/materias-especiais/arautos-do-evangelho-os-segredos-escondidos-nos-castelos-do-grupo-catolico

Escrevendo, escrevendo, escrevendo e atacando, atacando, atacando.
Caso você seja vítima, ignore-os solenemente. Finja que não existem e lute para sair dessa situação. Caso você não tenha força para mover-se publicamente, não se preocupe e nem se sinta inferior. Mova-se por debaixo dos panos e ajude grandes órgãos de imprensa a comprarem a briga.

Só existe uma forma de lutar contra grupos manipuladores: se afastando e se defendendo deles e, na medida do possível, vinculando grandes grupos na batalha. Eles deixarão de existir? Dificilmente. O poder econômico deles é imenso e eles servem o príncipe deste mundo. Não esperem ver o seu fim. Não esperem nem mesmo atuações mais fortes das autoridades eclesiásticas. Um Papa não tem todo o poder que imaginamos.

Mas, uma coisa tais grupos não podem fazer: entrar na vida de quem não quer e de quem sabe das suas artimanhas.

THIAGO ALMEIDA