ERA TUDO IGUAL…

A saudade já estava apertando de novo então sempre que podia eu ficava procurando meu filho nas fotos, em todas as redes sociais, nas missas que eram transmitidas ao vivo, nos vídeos, pedia para as outras mães tirarem foto, era como um acordo tirávamos foto até escondidas para mandar umas para as outras.
Criamos carinho pelas outras crianças que vão embora com nossos filhos, mas nem sempre eles ficam juntos, sempre ocupados e resistentes em tirar foto ou ouvir o recado que a mãe tinha mandado. E foi ali, procurando de rosto em rosto, todos idênticos que um *“Salve Maria”* me salvou.
A Maria que me procurou era completamente diferente de mim:
*É uma senhora, eu jovem;
*É casada há mais de 20 anos, eu solteira;
*Ela tem uma menina, eu tenho um menino;
*Ela muito religiosa e frequentadora assídua das missas, eu confesso que não tenho esse hábito;
As nossas diferenças eram inúmeras, ela mora longe, vive outro ritmo, tinha outra história, até que começamos a falar sobre o que nos unia. A suposta vocação de nossos filhos!
Eu passei anos me convencendo que aquele palácio era o melhor lugar para ele, quando alguém me perguntava eu sempre respondia que estava bem, feliz e entusiasmado. Mas eu não estava! Cada dia meu filho ia ficando mais distante, eu olhava dentro dos olhos dele e perguntava: “Você quer voltar pra casa?” E a resposta era sempre: “Não mãe, eu estou feliz aqui!” Combinamos até uma palavra secreta, um código que se ele falasse eu iria buscá-lo.
Maria me falou que com a filha era igual, me disse que a menina não queria mais saber da irmã, não queria saber sobre nada relacionado à família, achava ela petulante, era difícil ouvir aquilo, mas eu apenas concordava, parecia com o que estava acontecendo comigo.
Quando acharam nossos filhos, não jogados, mas ali dentro da escola, no início era tão bom, era como um presente, me senti escolhida… Maria me falou que ela também!
Víamos como os outros tratavam as mães e sempre falávamos: “Olha, se você me tratar assim eu te tiro daqui…” mas com a gente era exatamente igual. Tentei até negar, pensava que com o meu não seria assim, e foi! Ele foi embora no susto, mal deu tempo de preparar a roupa, ele foi ligando cada vez menos, eu achei que era por ele ser especial, ele sempre foi destaque lá, mas a filha da Maria também era. Ela tinha tanta função, igual o meu menino.
O meu pediu um canivete, a menina era tão doce por que queria um também? Ela vivia doente e a mãe só sabia depois, o meu também não me contava. Quando o meu filho começou a adorar o João Clá e andar o tempo inteiro com fotos, medalhas e tudo relacionado à ele, pensei que era o pouco contato com o pai… Mas a menina o chamava papito, mesmo sendo criada com o pai tão presente.
Lucília tinha se tornado uma espécie de mãe na vida dele, Maria e eu já não significávamos mais nada! Ele ligava e acaba coincidindo com pedidos de dinheiro, material ou algo do tipo. A gente não brigava pois os 10, 20 min que passávamos ao telefone eram tão preciosos que não valia a pena. Maria me contava que ligava lá e pedia para chamar a menina dela, ficava por 10 min aguardando, ela aproveitava e fechava os olhos, ouvia a risada das meninas, as botas batendo, por alguns minutos ela estava perto da filha. Mas nunca dava certo então deixava recado pra menina retornar.
Ela me contou que a vocação não era mais um escolha de *Maria Mãe de Deus* e sim de João Clá, de quem eu não sei quem é filho. Eu comecei a me assustar e mesmo sem que ele falasse abertamente e ouvi o pedido de socorro e fui buscá-lo, com auxílio de Maria.
As coisas depois que ele chegou foram acontecendo exatamente como ela disse que aconteceria, a revolta nos primeiros dias, as medalhas, fotos e orações para três pessoas que eu nem sei quem eram. Aquela mulher parecia conhecer mais o meu filho que eu mesma, ela me dizia que ele iria confessar que mentiu, me faltou o chão! Ele disse que eu era a pior mãe do mundo, mas com a Maria foi horrível… a menina dela desejou que ela morresse! Não eram mais os nossos filhos ali, apenas um corpo magro e pálido.
Era tudo igual, até que o tempo vai passando e você entende que esse processo não tem nada a ver com o que você é, tem com o que eles foram transformados e doutrinados a ser. TODOS vão acordar dessa hipnose e nós, AS MARIAS, teremos nossos filhos de volta.

7 comentários em “ERA TUDO IGUAL…

  1. Meu filho nunca respondia as minhas cartas!
    Mas escrevia carta para o João decidir se ele tem ou não vocação. Apenas olhando uma foto ele sabe o que é melhor para a pessoa, sem conhecer, sem conversar, sem olhar nos olhos. Daí se o arauto sai de lá é ele quem decide quem deve se casar com quem…
    Se você é mãe e já percebeu que seu filho tem se tornado um robô, essa é a hora… Corre lá e arranca seu filho. Quando ele acordar vai te contar que sempre quis sair, vai até dizer que rezava por isso, mas tinha medo.
    Eles são aterrorizados, são envolvidos a acharem que são soldados dos últimos dias.
    Deus tenha misericórdia!

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  2. Fiquei emocionada com esse relato. Mães corajosas. É o amor de mãe falando mais alto. São mães gritando por socorro! Mães que sofreram e se solidarizam com outras mães e pais que cederam aos insistentes pedidos dessa seita. São tantos absurdos, um deles deixou indignado até os policiais naquela domingo.. Eu vi uma mãe sendo levada à delegacia, aos prontos, acusada de cárcere privado, porque insistia para a filha passar alguns dias com ela, com o pai e o irmão. Quem chamou a polícia? Pasmem! A “religiosa” dos Arautos do Evangelho! “Religiosa”?! Alguém pode explicar onde está o amor? Onde está a caridade? A compaixão?

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  3. Quem tem a perder e quem tem a ganhar com tudo isso??? Os Arautos vêm com suas redes e arrastam um monte de crianças, enquanto seus pais assistem tudo sem perceber nada de início. Fica todo mundo encatado com reino da fantasia, mas é lógico!!! Tudo mundo perfeito, pessoas simpáticas, prestativas, educadas, levam e trazem seus filhos, viagens , ficam com eles nos fim de semanas, num lugar seguro, são alimentados, brincam, evitam estar na rua aprendendo coisas erradas ou andando com não deve, ufa!!! Quantas vantagens, parece até que as famílias estão ganhando algo com isso!!! Logo depois vem o convite pra estudar numa das escolas dos AE, mas pra que??? Pra dar um ensino de qualidade e de graça pro seu filho??? Nada disso!!! Seu filho vai ser internado numa escola, pra ficar cada vez mais longe da família, alienado do mundo e assim adquirir um novo pensamento sobre a vida, uma nova família chamada Arautos do Evangélho, onde aprenderá que seu novo pai, chamado de PAPITO, JOÃO CLÃ, será o novo patriarca, mentor e ditador de todas as regras, ultra mega idolatrado, verdadeiro santo vivo, sem contar com os dois falecidos, Plínio e Lucinda, que tbm são idolatrados, que até mensagens mandam do além, tem tbm a história da vinda do Reino de Maria, onde só as estruturas dos Arautos ficarão de pé e somente eles se salvarão e serão os soldados dessa nova era. Nossa!!! Quanto sacrilégio!!! Imagino a cara de quem ainda não sabe disso, se já sabe ou não, procure tomar providências antes que seja tarde, se seu filho for menor é mais fácil, vc vai tira ele e aguenta a fase de perturbação tanto de seu filho como AE pedindo que seu filho volte e querendo dar explicações, tentarão te convencer que está errado, vão te bajular, mandar presentes, chocolates vencidos, chamar pra comer pizza. Nossa, fenomenal!!! Como a gente parece que é importante!!! Nada disso!!!
    Lógico que viram as dúvidas, “mas como pode uma coisa dessa ser aceita pela igreja católica”, “uma coisa tão grandiosa, tão perfeita”, “meu filho diz estar tão feliz”, “será que estarei indo contra a vontade de Deus”. A resposta é bem simples, POR NÃO TER FUNDA MENTO CRISTÃO, NÃO TEM PORQUE EXISTIR, assim, como ser conivente com algo contra os princípios cristãos, não é pq está dentro da igreja que é correto, sabemos de vários fatos errados dentro da igreja, porém os AE tem é os seus próprios fundamentos contra os princípios Cristãos, claramente demonstrado com o culto as fundadores, o que é totalmente inadmissível.
    Agora se seu filho for maior de idade, ai é diferente, nem ele nem AE querem mais conversa com vcs, será só TCHAU, nem bênção pedem, não tem abraço, telefonema só por obrigação, visita em casa não existe mais e pronto.
    E ai, quem ganha mesmo com tudo isso? Pelo jeito a família só tem a perder e a criança ou jovem ainda mais, pois perdem a própria identidade!!!
    Como diz um ditado, ” NADA NESSA VIDA É DE GRAÇA!!!
    Se nossos filhos se forem, ficará a solidão e o arrependimento de não ter tomado providencias na hora certa!!!

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    1. Maravilhoso comentário! Quando comecei a procurar saber sobre o assunto pensei que as pessoas estavam inventando tudo isso!
      Não entendo essa obsessão em ter tudo do outro. Santifica a mãe do outro (João santifica Lucília que é mãe do Plínio), e assume outros filhos, se auto intitulando pai, Lucília é chamada de mãe nossa, minha mesmo não é! Chega a dar um nó na nossa cabeça.
      Se fosse às claras, mas fazer um teatro, um jogo de encenação que deixa qualquer um confuso. A salada é religiosa, é emocional, é uma confusão sem fim.
      Quem está aqui fora e é livre deles não entende nada, imagina quem está lá dentro. Quando meu filho começou a retomar a consciência e me revelar que não podia me contar nada eu olhei pra ele e disse: “Se não pode contar pra mãe, boa coisa não é”.

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  4. COMO EU ERREI!
    Eu me deixei ser levada pela beleza externa daquele lugar. Eu olhava aquele chão de mármore, as pessoas da alta sociedade frequentadoras (enganadas e muito), meu filho passou a ter um comportamento de um LORD, o vocabulário era rebuscado, ele parecia tão educado. Até sai das minhas vistas…
    Começou a ser rude comigo, se esquivar dos meus abraços, reclamar da minha roupa e de tudo mais relacionado ao mundo aqui fora, quando não reclamava simplesmente não opinava, não escolhia nem a comida que iria comer. Eu achava que era normal para um religioso, achava que ele estava realmente ocupado para me ligar constantemente.
    Depois que ele saiu das minhas vistas e foi para o inferno propriamente dito o menino era outro, eu conheço meu filho, ele não estava normal, mas eu deixei! Deixei por achar que pelo menos a escola (internacional) valeria a pena, ai que ilusão! As notas do meu filho eram maravilhosas lá dentro e aqui fora as coisas não são bem assim, notoriamente o conhecimento dele é limitado, mas dá tempo de recuperar. Sem problemas!
    Eu não conheço a doutrina por completo ainda, mas hoje me arrependo tanto de não ter escultado uma única reunião do Plínio e eu sairia daquele lugar sem nem olhar pra trás, se eu procurasse saber o que aquele “ordo” ensina (inclusive a não tocar em pessoas) eu jamais pagaria por ele. Se eu imaginasse que João acha que é Deus ou sei o lá o que ele acha que é eu jamais pisaria lá, nem pra beber água (uma vez que a água que lava as roupas dele é uma espécie de água benta) é tanta loucura que fica difícil de acreditar e de contar pra outra pessoa.
    Quando ele entrou lá já haviam vazados os vídeos, mas eu me informei pouco sobre o assunto. Quando resolvi abrir os olhos e resgatar o meu filho tudo passou a fazer sentido, o comportamento dele é uma programação que todos sofrem.
    SE VOCÊ TEM FILHO NAQUELE LUGAR, NÃO SE DEIXE LEVAR PELAS APARÊNCIAS!!! VOCÊ NÃO É O ÚNICO. A ROTATIVIDADE DE LÁ É IMENSA, TODA HORA ENTRA E SAI GENTE, NÃO SÃO CASOS ISOLADOS.
    Salve-se quem puder!

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  5. Eu me chamo Maria, mãe de uma menina que ainda se encontra lá dentro dos Arautos, minha filha entrou com 10 anos através de um projeto chamado” futuro e vida”, sorteada na escola onde estudava. Na época ficamos muito encantados com tudo, principalmente com a missa, algumas partes em latim. Um dia falaram que minha filha tinha ganho um bolsa de estudos no Colégio deles (Arautos) e tudo foi acontecendo gradativamente …Minha filha era muito alegre, sapeca, inteligente, amorosa, linda, querida !! Então me falaram que minha filha teria que ir para São Paulo estudar e fortalecer sua “vocação”. Depois dela me implorar muito, deixei ir. E tudo se transformou: ela ficou introspectiva, falava pouco comigo, pai, e sua irmã, não podíamos mais abraça-la, beija-la, mal chega vamos perto ela nos empurrava sutilmente, parecia uma estátua. Parece até hoje !!! Hoje minha filha parece um robô, não tem alegria, não tem brilho nos olhos, não tem decisão própria pra nada, me diz que tudo é obediencia, conversa muito pouco, muito magra e pálida !! Que “vocação” é essa que transformam nossos filhos sem importância para nada !! País, Famílias, Amigos que possuem filhos lá dentro e estão menores de idade, tirem enquanto à tempo, Acordem !!!!

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  6. Quando nossa filha vinha em casa,isso era quase nunca,tinha hábitos estranhos, um deles era basicamente não dormir e quando dormia era de hábito….estava sempre pronta,na época não entendia,hoje sei que era a espera da “bagare”,pois quem não estivesse pronto não iria ser salvo,entrar no quarto? impossível e quando estava logo vinha a pergunta:O que “os senhores estão fazendo aqui,não gosto que ninguém entre no quarto onde estou”,já não nos tratava mais como pai e mãe, mas sim como “os senhores”

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