Em agosto de 2015, conheci os Arautos do Evangelho com minha mulher e filhos através de um terciário de Niterói. Comecei a frequentar as missas na sede do Rio de Janeiro. Fiquei encantado com toda a devoção a Nossa Senhora e comecei a me interessar em ser um católico mais fervoroso com minha mulher. Aprendi a rezar o terço e muitos ensinamentos me fizeram uma pessoa melhor. O convívio era muito bom e sempre partilhávamos ensinamentos da doutrina católica.

Porém, em julho de 2016, decidimos participar do congresso anual de São Paulo. Ali, começamos a perceber que o foco deles era a vida de Plínio Correia de Oliveira. O três dias de palestras foram dedicados a vida desse senhor, sua mãe e o atual fundador, João Cla Dias. Soubemos da morte de uma irmã, Lívia, um dia antes de começar o congresso de maneira muito estranha. Já circulava a imagem dela no caixão e já era tida como santa. Nos meses seguintes , fomos informados de que um meteoro estava próximo de atingir a terra e que era para nós nos prepararmos com estoque de comida. Como terciário , eu achava que  também deveria idolatrar seus fundadores. Até “relíquias” foram apresentadas como; rosas secas do enterro de dona Lucília e unhas cortadas do dr Plínio Correa. Comprei vários livros da tese do João Clá  e até uma máquina de vácuo para guardar alimentos acreditando que as orientações eram verdadeiras e que o fim dos tempos, que eles chamam de “bagarre”, “confusão” em francês, que, segundo eles, iria acontecer mais para o final do ano passado, proporcionando uma verdadeira corrida a velas abençoadas difíceis de encontrar porque teria que ser a do dia dois de fevereiro e fazer provisão de alimentos para os dias difíceis que estariam logo por vir, e que um meteoro cairia próximo ao EUA e que o fundador já teria pedido para todos os integrantes dos Arautos que residiam lá saíssem imediatamente daquele país, enfim, a confusão, em vez de ser sobrenatural, era causada por eles próprios, e nós é que estávamos sendo suas vítimas.

Hoje, grande frustração de sair de uma instituição que, pensávamos, estar nos levando para próximo da verdade e de tudo que os católicos desejam de integração com pessoas comprometidas com a Igreja, de sermos a verdadeira Igreja, mas que na verdade estávamos completamente enganados. Com mentiras e panos de fundo, que leva a uma verdadeira lavagem cerebral, principalmente aos menores que estão “internados” sobre o mesmo teto que eles e também a muitos terciários, a idolatria e santificação aos seus fundadores são incutidos até que, finalmente esses integrantes acreditem que a santíssima trindade deles sejam o monsenhor João clá, Plínio correia e dona Lucília.

Os vídeos, com todas as suas atribuições de reuniões secretas, procedimentos não autorizados como, por exemplo, exorcismos realizados em menores com  idolatrias, sendo claramente expostos em horas de gravação, não foram até  agora justificados pela instituição, a não ser uma ridícula tentativa de dizer que foram editados, mas  já comprovado que não foram.

Hoje, frustrado, sem um posicionamento da Igreja, perdi todo o contato e convívio com as pessoas da sede e ainda sou tido como uma pessoa que não entende esse carisma e que a Igreja deu a chancela aos AE por dois papas e ainda continua a aprovar. Fico pensando que moral terei para sustentar a verdade de que são uma seita se a Igreja não intervier? E as pessoas inocentes que ainda direta ou indiretamente estão nessa canoa furada? O que poderá ser feito para que seja restabelecida a normalidade de uma Igreja Santa Una e Universal a tantos integrantes desta instituição perdidos pelo mundo inteiro?

Confio no corpo eclesiástico para poder, com verdadeiros pastores, conduzir o seu rebanho.

ASS. EX TERCIÁRIO

Cidade de origem Niterói