De repente, uma criança de 7 anos de idade é abordada por algumas moças com uma vestimenta diferente, terço pendurado, botas longas e que se dizem católicas. Acontece geralmente no colégio.
Convidam essa criança para conhecer a sua sede. Essas mesmas moças aproximam-se dos pais, os quais também são convidados a conhecer o local.
Lugar grande, no alto de uma montanha, jeito de Castelo.. O aliciamento começa.
Uma tarde, uma noite, uma semana, e não demora para a criança dizer que quer dormir todos os dias naquele local. Normalmente os pais relutam mas o nível de insistência passa a ser grande, tanto da criança, quanto das integrantes da seita.
O inferno está instalado.
O afastamento da família e da sociedade. Jovens alienados, que passam a odiar os pais e tudo que não se refira à seita.
Discurso: “melhor aqui do que nas drogas né Fulana?”
Os pais se questionam sobre o distanciamento do/a filho/a, que vai se tornando cada dia maior.
Surgem dúvidas quanto à vocação, pois a menina não demonstra interesse de ir à missa, rezar. Mas os pais acreditam naquele teatro, afinal, tem a autorização da Igreja Católica.
As tentativas de trazer o filho/a filha para perto da família tornam-se cada vez mais intensas, porém sem sucesso.
Poucos anos são suficientes para promoverem o aliciamento, criando fanáticos com valores distorcidos, seguidores de princípios próprios dessa seita. Sim, porque utilizam símbolos da igreja católica somente para ganhar a confiança dos fiéis. Escravizam jovens inocentes. Sim, porque é preciso muito dinheiro para construir castelos e sustentar aquele exército de homens e mulheres.
A origem dessa seita todos conhecem: TFP. Hoje, Arautos do Evangelho.
Intitulam-se católicos, utilizam-se da imagem de Nossa Senhora para aproximar-se dos pais e sequestrarem seus filhos de forma lenta e silenciosa.
Ao completar a maioridade, o teatro acaba. Aquelas pessoas que se aproximaram dos pais se transformam em inimigas, já não dão a mínima satisfação e a filha passa a dizer que é maior de idade e lá é sua casa.
Então os pais percebem que foram enganados.
A entidade que se dizia católica não passa de uma seita que debocha do Papa, líder maior da Igreja Católica; agride física e psicologicamente meninas menor de idade em supostos rituais de exorcismos; incutem o ódio pela família; cultuam um tal de Plínio, uma tal de Lucília e João Clá, o fundador.
Após a divulgação de vários vídeos de supostos exorcismos (tapas na cara de meninas e gritos) o Vaticano resolveu investigar.
O que deveriam fazer os pais diante disso? Claro, trazer sua filha de volta. Para os pais que tiveram acesso a essas barbaridades e tiveram a sorte de ser a filha menor de idade, arrancaram-na de lá. Com paciência, insistência e dinheiro para arcar com psicólogos, psiquiatras etc podem conseguir voltar a reestruturar a família e ter uma vida normal.
No entanto, para os pais, cujas filhas completaram a maioridade, estes enfrentarão um calvário maior.
Estamos aguardando um posicionamento do Vaticano e demais órgãos competentes.

Ass. Nilva Piva

Mãe de Arauta ativa e maior de idade